Ataques a Bolsonaro mostram que PT acha que vai ganhar a eleição

PT mostra confiança de que pode vencer sua 5ª eleição seguida - sem nunca jogar limpo. Foto: Pixabay

ATÉ MEADOS DE SETEMBRO, o PT evitava qualquer ataque a Bolsonaro. Concentrou-se em falar de Lula. Sua campanha nesta eleição se dividiu em etapas muito claras:

1. Insistir no “Lula Livre”, inclusive com uma mal-sucedida operação para soltar o ex-presidente durante o plantão de um desembargador amigo, já preparando a eleição como argumento para soltar o condenado;

2. Insistir na candidatura de Lula até onde desse; já pavimentando sua substituição por Haddad, a única opção possível, como adiantamos;

3. Aguardar a decisão do TSE para formalizar a substituição de Lula por Haddad;

4. Tornar Haddad mais conhecido, fazendo-o herdar os votos de Lula, inclusive por meio de anúncios e santinhos que ainda mostrem Lula como candidato;

5. Somente com a quarta etapa concluída iniciar os ataques a Bolsonaro. Até pouco tempo atrás, parecia que esse estágio iria se iniciar apenas no 2º turno.

A enorme mobilização de artistas e intelectuais contra Bolsonaro (a #EleNão), iniciada já este mês e mesmo depois de o líder nas pesquisas ter sido atacado a faca, significa que o comando central do PT já está satisfeito com a quarta etapa. Ou seja, avaliaram que Haddad já herdou votos e está no 2º turno, e não há porque não antecipar a briga, buscando aumentar a rejeição ao candidato do PSL. O próprio Lula entendia que o 2º turno seria necessariamente entre um candidato de esquerda e um de direita; com Haddad ultrapassando Ciro, já se segue para outra fase do jogo.

O PT acha que vai ganhar a eleição.

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