‘Escola sem Partido’ apoia demissão de professor por charge

A charge com Bolsonaro e Trump: bolsonaristas se inspiram em muçulmanos radicais. Foto: Reprodução/Facebook

A charge com Bolsonaro e Trump: bolsonaristas se inspiram em muçulmanos radicais.

Foto: Reprodução/Facebook

UM PROFESSOR de uma escola estadual de Campos dos Goytacazes (RJ) foi afastado após aplicar uma atividade com uma charge na qual os presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump aparecem juntos na cama. Marcos Antônio Tavares da Silva leciona português e aplicou a tarefa para alunos do 3º ano do Ensino Médio.

Ao jornal O Globo,Silva disse que “foi informado por telefone pela diretora de que havia sido afastado a pedido do governador Wilson Witzel”. Em nota, a Secretaria de Estado de Educação confirmou a suspensão, mas não informou o motivo.

O movimento Escola sem Partido, que em tese é contra a censura e supostamente defende que variados pontos de vista sejam apresentados em sala de aula, apoiou a medida. “O vagabundo, que escreve porcamente na língua que leciona, ainda quer se fazer de vítima de “censura””, diz mensagem no Twitter oficial.

O episódio lembra em tudo o objeto de minha monografia em Relações Internacionais: a controvérsia sobre os cartuns de Maomé publicados no jornal dinamarquês Jyllands-Posten em 2005. A turma das Cruzadas, dos Templários, do Deus vult, quem diria, elevou Bolsonaro à categoria de Profeta. Allahu Akbar!

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