Para ficar no emprego, Crivella ataca a Globo

O prefeito Marcelo Crivella: quando acuado, ataque a Globo. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O prefeito Marcelo Crivella: quando acuado, ataque a Globo.

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

ACUADO POR UM PROCESSO de impeachment e com a popularidade em queda, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), recorreu a um movimento usado por 9 em cada 10 populistas: atacar a Globo.

Nesta quinta (11), numa entrevista coletiva sobre os impactos das chuvas na cidade, o prefeito afastou a repórter Larissa Schmidt. Em um certo momento, ele chega a afastá-la empurrando o microfone dela.

Entre outras frases, Crivella disse: “impressionante como a Rede Globo de Televisão é absolutamente contra a cidade do Rio de Janeiro” e “o que a Globo quer é dinheiro na sua propaganda, o que ela quer é que a gente faça uma festa no Carnaval”.

O prefeito foi além. A prefeitura do Rio divulgou uma nota de repúdio contra o Grupo Globo (isso mesmo). O texto afirma que os profissionais da emissora são “inquisidores (que não podem ser chamados de jornalistas)”, acusa Schmmidt de tratar o prefeito “como se este estivesse em um tribunal”, e diz que a prefeitura não vai “ceder a pressões financeiras de um grupo de mídia”.

No Jornal Nacional, Bonner leu uma nota em nome da Globo. Um trecho do texto: “A Globo cobriu uma tragédia que tirou a vida de dez cariocas e cumpriu a obrigação jornalística de mostrar que a prefeitura demorou a acudir a população – um fato reconhecido pelo próprio prefeito, num momento raro de autocrítica”.

Leia mais:

Se repetida, votação na Câmara vai derrubar Crivella

Curta a página de A Agência no Facebook.

Para o Início