Atual e ex-presidente do Equador brigam sobre WikiLeaks

Lenín Moreno: o antecessor Correa jogou no ventilador. Foto: Reprodução/Lenín Moreno/Twitter

Lenín Moreno: o antecessor Correa jogou no ventilador.

Foto: Reprodução/Lenín Moreno/Twitter

O PRESIDENTE DO EQUADOR, Lenín Moreno, avisou pelo Twitter na manhã desta quinta (11): o asilo diplomático concedido a Julian Assange, fundador do WikiLeaks, estava revogado. Desde 2012, Assange morava na embaixada do Equador em Londres.

A convite da embaixada, policiais britânicos entraram no prédio, prenderam Assange e o colocaram num camburão.

Assange virou hóspede da embaixada durante o governo de Rafael Correa, amigão de Lula, Morales e Chávez. Correa, que mora na Bélgica desde 2017, criticou a prisão de Assange, que considera ser motivada por “perseguição” dos Estados Unidos:

Como muitos amigos de Lula, Rafael Correa também está encrencado com a Justiça. A Suprema Corte do Equador ordenou em novembro de 2018 que ele volte ao país para responder a um processo no qual é acusado de ordenar o sequestro de um deputado. O crime ocorreu em 2012, quando Correa era presidente. Sigamos.

Em fevereiro deste ano, o jornal equatoriano La Fuente publicou uma reportagem-bomba a respeito de Lenín Moreno. Segundo o texto, o irmão do presidente criou uma offshore chamada Ina, inicialmente sediada no Belize, para ocultar a compra de um apartamento na Espanha. O caso ficou conhecido como “INA papers”. As três filhas do presidente têm nomes terminados em “ina”: Karina, Irina e Cristina.

Os “INA papers” mostram que Moreno e sua família vivem uma vida luxuosa, de viagens à Suíça e a Nova York, jantares com lagosta e compras de relógios caros.

Não há nenhuma menção na matéria ao WikiLeaks ou indício de que o site tenha sido fonte. Isso não impediu o secretário de comunicação da presidência do Equador, Andrés Michelena, de dizer à CNN em março que “Assange, Correa e Maduro trabalham para desestabilizar a paz do Equador”.

De qualquer forma, se havia algum segredo na relação entre o WikiLeaks e os documentos comprometedores divulgados sobre Lenín Moreno, não há mais. O próprio Rafael Correa twittou nesta quinta: “Julian Assange foi expulso da Embaixada do Equador por expôr a corrupção do Pres. Lenin Moreno no #INAPapers”.

Logo abaixo, está o número que seria da conta secreta de Moreno em um banco do Panamá.

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