Patrimônio declarado por Lula cresceu 518% após se tornar presidente

Montagem com patrimônio declarado por Lula em 2002 e 2018

Quase 80% da fortuna do petista se concentra num plano de previdência privada

QUANDO PELA PRIMEIRA VEZ venceu uma corrida presidencial, Lula declarou à Justiça Eleitoral exatos R$ 422.949,32 em bens. A lista de apenas oito itens apresentava três apartamentos, um terreno, um carro, duas poupanças e uma aplicação financeira. Em valores corrigidos pelo IGP-M, o montante faria do petista em 2018 um milionário dono de uma pequena fortuna de R$ 1,3 milhão.

Quatro eleições depois, mesmo na condição de presidiário cumpridor de pena por corrupção e lavagem de dinheiro, Lula lançou-se ao mesmo cargo. Na declaração de bens, a soma de R$ 7.987.921,57, um patrimônio 19 vezes maior que o de 2002 – ou 518% superior, já considerando o valor corrigido pela inflação.

Na versão mais recente, quase 80% da fortuna do petista se concentra num plano de previdência privada criado pouco após a Lava Jato ganhar o mundo, a mesma operação que conseguiria convencer a Justiça de que o ex-presidente merecia cumprir 12 anos e um mês em regime fechado.

Contudo, vale lembrar que, em 2017, o inventário de Marisa Letícia deu publicidade a um patrimônio ainda maior, que se aproximou dos R$ 12 milhões. O que pode ser um indicativo de quão cara tem sido a cansativa defesa de Lula diante de numerosos processos e infindáveis recursos – corriqueiramente apontados como medidas meramente protelatórias, as populares “chicanas”.

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