Bonat: Paulo Preto era engrenagem da propina na Odebrecht

Paulo Preto: cadê o celular? Foto: José Cruz/Agência Brasil

Paulo Preto: cadê o celular?

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O JUIZ FEDERAL Luiz Antonio Bonat, substituto de Sergio Moro na Lava Jato, negou na terça (26) pedido de liberdade do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto. Suspeito de ser operador do PSDB, ele está preso preventivamente desde 19 de fevereiro.

Em 6 de março, às vèsperas de completar 70 anos, foi condenado pela segunda vez na Lava Jato, a 145 anos de prisão. Ele é acusado de formação de quadrilha, peculato e inserção de dados falsos em sistema público de informação. A mesma sentença decretou prisão preventiva, embora ele já estivesse preso.

No dia em que foi preso, a Polícia Federal encontrou “dezenas de cabos USB de carregamento de celulares já devidamente conectados em fontes de carregadores” no closet de seu apartamento, mas nenhum celular. Mas aí a a Justiça quebrou o sigilo telemático da nuvem iCloud de e-mails dele, sua esposa e de uma empresa, e verificou que Souza “possuía um aparelho celular e que o conectou à internet a partir de sua residência, em datas próximas à realização das buscas”.

Segundo Bonat, “existem indícios que Paulo Vieira de Souza seria uma espécie de banco do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht (…) Nessa condição, de gerador de quantias milionárias em espécie, Paulo Vieira de Souza representava uma das engrenagens que permitia o funcionamento do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht”.

O “setor” ou “departamento” de “operações estruturadas” era o famoso departamento de propina da empreiteira.

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