Suspensão de inquérito alimenta teorias da conspiração

Escolta de Adélio Bispo em Juiz de Fora: com inquérito suspenso, a imaginação não tem limites. Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

Escolta de Adélio Bispo em Juiz de Fora: inquérito foi suspenso nesta quinta-feira (28).

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

A POLÍCIA FEDERAL INICIOU dois inquéritos sobre o ataque a faca que tentou matar Bolsonaro durante a campanha eleitoral. O primeiro foi concluído no fim de setembro, três semanas depois do ataque. O delegado Rodrigo Morais afirmou que Adelio Bispo praticou o crime por motivo político, e também que agira sozinho no local do crime.

Pouco antes da conclusão desse primeiro inquérito foi aberto um segundo, para apurar o envolvimento de outras pessoas fora do local do crime.

Nesta quinta-feira (28) o inquérito foi suspenso. O desembargador Néviton Guedes, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), atendeu a pedido da OAB, que criticou a busca e apreensão contra o advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior, coordenador da defesa de Adelio Bispo. A investigação busca saber quem paga o advogado, num esforço de descobrir se Adelio cometeu o ataque a pedido de alguém.

O inquérito da PF está suspenso até que o TRF-1 julgue o mérito do pedido da OAB.

Enquanto a PF não puder concluir seu trabalho, o Brasil fica refém de todo tipo de teoria da conspiração. Afinal, fica claro que tem gente poderosa que não quer que fatos envolvendo o assunto sejam expostos à luz do dia.

 

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