Em São Paulo, João Doria montou um governo “federal”

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Ao menos seis secretários do governador tucano vieram do governo Temer

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Do governo Temer, João Doria convidou Vinícius Lummertz para a Secretaria de Turismo, Gilberto Kassab para a Casa Civil do governo de São Paulo, Rossieli Soares para a Secretaria de Educação, Sérgio Sá Leitão para a Secretaria de Cultura e Alexandre Baldy para a Secretaria de Transportes Metropolitanos. Do movimento Agora!, ligado a Luciano Huck, o governador eleito convidou Patricia Ellen para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

Num nítido aceno às Forças Armadas, a de Segurança Pública foi entregue a João Camilo, general da reserva. Doria chegou a sondar Ana Paula Henkel para a Secretaria de Esportes. E concluiu o secretariado “chamando o Meirelles” para a Secretaria da Fazenda.

São Paulo é um país dentro do Brasil. Mas um elenco tão renomado faz com que a gestão paulista ganhe ares de shadow cabinet pronto para assumir o país, se assim for necessário. O que – todos imaginam – está na mira do tucano, ainda que tenha colado a própria imagem à de Jair Bolsonaro para garantir a vitória sobre Márcio França em 2018.

Assim, as nomeações soam um tiro de largada rumo à disputa presidencial de 2022.

É bom Jair se comportar até lá.

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