Além de sítio e triplex, Lula é réu em outras 6 ações penais

Condenado duas vezes em Curitiba, Lula também é réu em Brasília e São Paulo. Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

Condenado duas vezes em Curitiba, Lula também é réu em Brasília e São Paulo.

Foto: Wilson Dias/Agência Brasil

CONDENADO EM PRIMEIRA INSTÂNCIA no caso do sítio em Atibaia (SP) nesta quarta-feira (6), e preso há quase um ano pelo caso do triplex no Guarujá, Lula ainda é réu em outras seis ações penais. São elas:

1. Esquema Angola – Operação Janus

Quando Lula virou réu: 13 de outubro de 2016

O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira aceitou denúncia do MPF de Brasília contra Lula por corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e tráfico de influência. Segundo o texto, “as práticas criminosas ocorreram entre, pelo menos, 2008 e 2015 e envolveram a atuação de Lula junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outros órgãos sediados em Brasília com o propósito de garantir a liberação de financiamentos pelo banco público para a realização de obras de engenharia em Angola”.

Esta ação, bem como as 2, 4 e 5 descritas neste artigo, tramita no DF.

A abertura da investigação por parte do MPF foi adiantada pela revista Época em abril de 2015, na reportagem de capa “Lula, o operador”.

2. Caças suecos – Operação Zelotes

Quando Lula virou réu: 17 de dezembro de 2016

Lula responde por tráfico de influência, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Ao seu filho Luís Cláudio são atribuídos somente os dois últimos crimes.

Pai e filho são acusados de negociar e receber R$ 2,5 milhões do casal de lobistas Mauro Marcondes Machado e Cristina Mautoni, também denunciados, a pretexto de influenciar a prorrogação, pelo governo, de incentivos fiscais a montadoras de veículos e a compra dos caças Gripen, da empresa sueca Saab.

3. Instituto Lula – “pacto de sangue”

Quando Lula virou réu: 19 de dezembro de 2016

Palocci contou a Moro em setembro de 2017 que foi firmado um “pacto de sangue” entre o PT e a Odebrecht na transição entre os governos Lula e Dilma, em 2010-2011. O acordo envolveria o terreno para o Instituto Lula.

Nesta ação, Lula é apontado como o responsável por comandar “uma sofisticada estrutura ilícita para captação de apoio parlamentar, assentada na distribuição de cargos públicos na Administração Pública Federal”. A ação tramita em Curitiba.

4. MPs do setor automotivo – Zelotes 2

Quando Lula virou réu: 19 de setembro de 2017

Lula responde por corrupção passiva por ter recebido propina em troca de ter assinado em novembro de 2009 a Medida Provisória 471, que prorrogou os benefícios fiscais concedidos às montadoras instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

5. Quadrilhão do PT

Quando Lula virou réu: 23 de novembro de 2018

Foi o primeiro caso em que Lula se tornou réu depois de preso. A denúncia foi oferecida pelo então procurador-geral Rodrigo Janot em setembro de 2017, depois do impeachment de Dilma. Janot afirmou que a cúpula do PT recebeu R$ 1,48 bilhão de propina em dinheiro desviado dos cofres públicos.

6. Conexão Guiné Equatorial

Quando Lula virou réu: 14 de dezembro de 2018

Lula responde pelo crime de lavagem de dinheiro por supostamente ter recebido R$ 1 milhão para intermediar discussões entre o governo de Guiné Equatorial e a construtora mineira ARG para a instalação da empresa no país. Esta é única das ações que tramita em São Paulo.

Tem mais: em julho de 2018, Lula foi absolvido da acusação de obstrução de Justiça na ação que investigava a compra do silêncio do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró. O juiz Ricardo Leite considerou as provas insuficientes.

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