Em 2011, Flávio Bolsonaro disse que Patricia Acioli “humilhava policiais”

A juíza Paticia Acioli: acusada de "humilhar" policiais, o que a rendeu "muitos inimigos". Foto: Frederico Rozário/Agência O Globo

A juíza Patricia Acioli: acusada de “humilhar” policiais, o que a rendeu “muitos inimigos”.

Foto: Frederico Rozário/Agência O Globo

A JUÍZA PATRICIA ACIOLI foi executada com 21 tiros em agosto de 2011. Onze policiais foram condenados por esse crime. Entre eles, o tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, que na época do assassinato comandava o 7º Batalhão de Polícia Militar, em São Gonçalo (RJ).

Oliveira foi preso em setembro de 2011, e condenado em dezembro de 2013 a 36 anos de prisão por ser o mandante. Três anos depois, a sentença foi mantida em segunda instância. Em julho de 2018, o Extra publicou que Oliveira continuava recebendo salário, tendo acumulado mais de R$ 1,7 milhão desde que foi preso.

Em 2011, o já deputado estadual Flávio Bolsonaro comentou o assassinato de Patricia Acioli no Twitter: “Que Deus tenha essa juíza, mas a forma absurda e gratuita com q ela humilhava Policiais nas sessões contribuiu p ter mts inimigos”.

Em sua carreira, Acioli condenou mais de 60 policiais. Segundo o Acervo de O Globo, agia principalmente “no combate a milícias, grupos de extermínio e máfias do transporte alternativo e do óleo (grupo que roubava combustível de navios)”.

Reportagem de VEJA em 2011 mostrava que a principal motivação para maus policiais matarem Patrícia foi seu enfrentamento aos “autos de resistência”, usados muitas vezes na prática para mascarar abusos, execuções e queimas de arquivo.

Uma tremenda humilhação.

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