Antes de pedido de Olavo, alunos foram exonerados do MEC

O xadrez de Olavo: buscou antecipar-se, mas alguns alunos já estavam exonerados. Foto: Divulgação/Olavo de Carvalho

O xadrez de Olavo: buscou antecipar-se, mas alguns alunos já estavam exonerados.

Foto: Divulgação/Olavo de Carvalho

NO COMEÇO DA MADRUGADA desta sexta-feira (8), o filósofo Olavo de Carvalho pediu aos alunos de seu curso de filosofia com cargos no governo federal que deixassem os empregos. São, de acordo com ele próprio, “umas poucas dezenas” de funcionários.

A verdade, porém, é que as exonerações de alguns deles já estavam a caminho. Uma portaria do MEC de quinta-feira (7), publicada ontem, contém quatro exonerações. Entre elas, a de Osmar Bernardes Junior, fundador do blog Reaçonaria e candidato a deputado federal pelo PSL-SP em 2018. Osmar fora nomeado em 16 de janeiro (com publicação no dia seguinte) para o cargo de assessor da secretaria executiva do ministério.

Outro aluno é Silvio Grimaldo. Ele não foi exonerado; afirma que vai pedir demissão. Foi nomeado assessor especial do ministro Vélez Rodríguez em 20 de fevereiro (com publicação dia 21). Na tarde desta sexta-feira (8), Grimaldo publicou no Facebook que “não vi outra saída senão comunicar ao ministro meu desligamento [e] pedir minha exoneração, que deve sair nos próximos dias”. E escreveu: “O expurgo de alunos do Olavo de Carvalho do MEC é a maior traição dentro do governo Bolsonaro que se viu até agora. Nem as trairagens do Mourão ou do Bibiano (sic) chegaram a esse nível”.

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