Funcionário do MEC admite ação de ‘olavetes’ em ‘guerra cultural’

A guerra cultural está diante de nós - ao que parece, com guerreiros do MEC. Foto: JeShoots/Pexels

A guerra cultural está diante de nós – ao que parece, com guerreiros do MEC.

Foto: JeShoots/Pexels

UM FUNCIONÁRIO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO publicou nesta sexta-feira (8) e sábado (9) em sua página no Facebook uma série de textos a respeito dos bastidores do que chama de “expurgo de alunos do Olavo de Carvalho do MEC”.

Silvio Grimaldo foi nomeado assessor especial do ministro Vélez Rodríguez em 20 de fevereiro (com publicação no Diário Oficial no dia 21). Segundo conta, trabalha “com o professor Vélez desde a transição”. Na tarde de sexta-feira (8), publicou o seguinte:

“Só para deixar claro, eu não fui expulso do MEC. Trabalho com o professor Vélez desde a transição. Na verdade, desde antes, ainda durante a campanha, quando numa reunião em minha casa, eu e um amigo recomendamos seu nome para o ministério, assim como uma porção de nomes que agora são deslocados para funções inócuas, sem serem demitidos ou exonerados. Durante o carnaval, estando fora de Brasília, fui avisado por telefone de que perderia minhas funções no gabinete e seria transferido para a CAPES, onde deveria enxugar gelo e “fazer guerra cultural”. O cargo era apenas um prêmio de consolação pelos serviços prestados, uma política comum com os que se tornam indesejados no MEC. Dada a absurdidade da proposta, que veio como uma decisão tomada e consumada, e vendo que o mesmo destino fôra (sic) dado a outros funcionários ligados ao Olavo (apenas olavetes foram transferidos) e mais alinhados com as mudanças propostas pela eleição de Bolsonaro, não vi outra saída senão comunicar ao ministro meu desligamento pedir minha exoneração, que deve sair nos próximos dias”.

Curiosamente, a Capes já teve entre seus diretores Renato Janine Ribeiro, o Breve, que posteriormente chefiaria o MEC por alguns meses durante o governo Dilma. E partiu da Capes, no período eleitoral de 2018, a “fake news” de que todas as bolsas de mestrado e doutorado seriam cortadas do Orçamento.

A Agência pediu uma entrevista a Silvio Grimaldo, mas ainda não obteve resposta.

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