Ao menos 2.844 profissionais migraram do Programa Saúde da Família para o Mais Médicos

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Sem a garantia de que a vaga abandonada será preenchida, passarão a custar ao menos R$ 106 milhões/ano a mais aos cofres públicos.

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

O Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde continuou o levantamento iniciado pelo Estadão. E descobriu que ao menos 2.844 profissionais migraram do Programa Saúde da Família ao Mais Médicos. A fatia representa um terço das 8.366 vagas preenchidas já após a saída cubana. Pelo relato da Folha de S.Paulo, não fica claro se esse seria o número final, ou se pode crescer ainda mais.

Das 8.517 vagas ofertadas, 8.366 já foram ocupadas, segundo o ministério.

Balanço do Conasems, porém, aponta que essa adesão pode ter deixado ao menos outras 2.844 vagas abertas nas unidades de saúde.

O número corresponde ao total de médicos que já atuavam no Programa Saúde da Família antes de se inscreverem para atuarem no Mais Médicos.

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Se antes estes brasileiros custavam 24,9 milhões por mês aos cofres públicos, em decorrência do salário maior, passarão a consumir R$ 33,7 milhões. Ao término de um ano, a diferença chega a R$ 106 milhões. Sob o risco de as vagas largadas no Saúde da Família permanecerem desocupadas. Ou seja… Sem ampliar a mão de obra que pode atender a população mais carente do país.

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