De 1,5 mil cadastros analisados, 58% dos novos membros do Mais Médicos já atuavam no SUS

Foto: Darko Stojanovic / Pixabay
Foto: Darko Stojanovic / Pixabay

A ansiedade das militâncias segue em clima de eleição, com cada lado celebrando vitórias prematuras sempre que o noticiário permite. Em meio à gritaria, um levantamento do Estadão confirmou uma suspeita preocupante. De uma amostra considerável (exatos 1.489 cadastros), descobriu-se que mais da metade dos profissionais que atenderam ao chamado do Mais Médicos já atuava no SUS. Ou seja… Ao assumirem a vaga no programa, abandonaram um posto público de saúde onde recebiam salário menor.

Dos 13 conselhos contatados, dez disseram ter registrado em seus municípios a migração de profissionais, dos quais sete levantaram o número de casos do tipo. Nesses Estados, 58% das vagas preenchidas foram ocupadas por médicos que já atuavam na atenção básica do Sistema Único de Saúde (SUS).

Os sete Cosems analisaram os vínculos de trabalho anteriores de 1.489 médicos que aderiram ao Mais Médicos e verificaram que 863 deles trabalhavam em postos de saúde de outras cidades ou Estados.

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De uma forma geral, os profissionais renunciaram ao programa Estratégia Saúde da Família, que paga salário de  R$ 8.750, para receberem R$ 11.865 do Governo Federal, tido pelos migrantes como uma fonte mais segura de renda. Na prática, estes médicos conseguiram uma aumento de 35,6% para os próprios salários.

A amostra avaliada equivalia a 17,5% das vagas abertas, o que estatisticamente pesa. Entretanto, é prudente aguardar um levantamento total. Cada cidade possui um prazo próprio a cumprir, mas o governo Temer exigiu que o novo time esteja em ação até no máximo 14 de dezembro de 2018.

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