Para filho de Bolsonaro, mesmo aliados teriam interesse na morte do pai

Foto: Valter Campanato / Ag. Brasil

Alguns usuários chegaram a entender que Carlos Bolsonaro estava anunciando a morte do próprio pai. Porque a abordagem do tema de fato passava a sensação. Contudo, logo ficou claro que o “pit bull” de Jair Bolsonaro estava fazendo uma denúncia, ainda que sonegando nome aos bois. O vereador carioca alertava que o assassinato do presidente eleito não interessaria apenas a inimigos, mas também a aliados “voluntariosos”. Este risco faria ainda mais sentido após a posse.

Screenshot: Twitter

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Ao tratar o tema nesses termos, Carlos jogou uma mancha escura na reputação de muitas autoridades que cercam Bolsonaro durante o período de transição. É compreensível o temor de um filho pela integridade do pai. Mas há foros adequados para denúncias de tamanha gravidade.

Contudo, a família Bolsonaro tem ficado marcada por acreditar nas mentiras que ajuda a espalhar. E a viver situações bizarras, como o desmentido do Ministério da Cultura sobre o uso da Lei Rouanet por, pasmem, Roger Waters. Não por outro motivo, a denúncia foi recebida com um cauteloso ceticismo.

Como a remoção da bolsa de colostomia ficou para 2019, Bolsonaro precisará temporariamente abrir mão da Presidência da República já no início do mandato. Mas o vice-presidente serve justamente a esses imprevistos.

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