Suspensos hoje, dividendos eram prioridade de presidente da Vale

Schvartsman, presidente da Vale: prioridade de sua gestão, dividendos ficaram na lama. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Schvartsman, presidente da Vale: prioridade de sua gestão, dividendos ficaram na lama.

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A VALE ENVIOU NOTA à imprensa na manhã desta segunda-feira (28) informando que suspendeu o pagamento de dividendos aos acionistas.

Há basicamente duas formas de ganhar dinheiro com ações. Uma é revendendo depois que elas valorizam. A segunda é recebendo os dividendos, que são parte dos lucros da empresa.

Pagar mais dividendos aos acionistas era a principal prioridade da administração Fabio Schvartsman, presidente da Vale desde abril de 2017.

Em entrevista ao Estadão em agosto de 2018, declarou: “Vamos pagar dividendos polpudos a partir de uma política agressiva que já rendeu US$ 2 bilhões aos acionistas, que veio para ficar”. Dois meses depois, declarou o mesmo foco ao Financial Times: “he would now focus on increasing returns to shareholders”.

Essa política fez muito bem para as ações da Vale. Cotadas a R$ 15,67 em 6 de novembro de 2015 – logo após o desastre em Mariana que matou 19 pessoas – as ações VALE3 estavam em R$ 56,05 na quinta-feira (24), véspera do desastre em Brumadinho. Uma valorização nominal de 257%. Segundo calculadora do Banco Central, no mesmo período a inflação acumulada foi de 17%.

Para se ter uma comparação, no exato mesmo período as ações PETR3, da Petrobrás, foram de R$ 9,58 a R$ 29,27 – uma valorização de 205%.

No fim da tarde desta segunda-feira (28), as ações VALE3 eram negociadas a R$ 42,78 – uma queda de quase 25%.

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