A insistência em Lula é aposta em efeito que Marina e Silvio Santos vivenciaram

Em 2014, Marina entrou na disputa com atraso, mas para liderar. Foto: Elza Fiuza/Agência Brasil

Ambos entraram tardiamente na disputa, mas a mídia espontânea os catapultou à liderança

ATÉ A REDAÇÃO deste texto, o PT não tinha desistido de lançar Lula como candidato a Presidente da República. A aposta, contudo, não advém da esperança de que o ex-presidente seja solto, mas de que o TSE seja forçado a, com letras garrafais, proibir um presidiário de concorrer ao cargo mais importante da nação.

O impedimento fatalmente renderia não só indignação entre petistas, como uma mídia espontânea em nível global beneficiando o vice – certamente Fernando Haddad – que entraria no jogo no segundo tempo e com fôlego que os adversários já não terão.

A bizarrice da situação não chega a ser inédita. Ocorreu por outros motivos em 2014, quando Eduardo Campos morreu, abrindo caminho para Marina Silva se lançar ao cargo em empate com Dilma Rousseff, que liderava isolada até então. E, de certa forma, remete à conturbada participação de Silvio Santos em 1989, quando confirmou o interesse no cargo duas semanas antes da votação, causando desespero nas campanhas que lideravam a disputa.

Silvio não chegou a concorrer pois o partido que o acolhera teve o registro cassado pelo TSE. Marina, por sua vez, seguiu com esperança de segundo turno até a véspera, quando finalmente foi superada por Aécio Neves.

Ou seja… Mesmo que a Haddad não conquiste vaga no segundo turno, deve proporcionar barulho suficiente para garantir sobrevida ao petismo no Congresso. O que já seria de grande serventia a um grupo político que, há dois anos, foi derrubado por um processo de impeachment.

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