31 de março será usado para defender golpe

Bolsonaro no Chile: fã de Pinochet, Stroessner e Ustra vai curtir o dia 31. Foto: Marcos Corrêa/PR

Bolsonaro no Chile: fã de Pinochet, Stroessner e Ustra vai curtir o dia 31.

Foto: Marcos Corrêa/PR

O PORTA-VOZ DA PRESIDÊNCIA, Otávio Rêgo Barros, confirmou nesta segunda-feira (25) que o presidente Bolsonaro mandou os quartéis celebrarem o golpe de 1964 no próximo domingo (31), como previsto por ‘A Agência’ em novembro do ano passado.

Que o presidente de uma democracia ordene aos seus subordinados celebrararem o dia em que ela foi esfaqueada é uma loucura e tanto.

Nenhuma ditadura do mundo, é certo, se anuncia como tal. Ditaduras sempre se dizem governos do povo, que combatem adversários que atrapalham a ordem, a segurança, as tradições ou o progresso.

Os eventos, vídeos e tweets produzidos neste dia 31 – que calhou de cair num domingo, dia favorito das passeatas anti-petistas – servirão para abastecer a tese olavista de uma ‘massa popular’ aliada ao Presidente em combate a obstáculos, como as leis, a ‘extrema-imprensa’ e o Congresso.

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